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gargolado por westnelson, em 31.01.13 às 04:16 link do gargol | favorito

«A c’missão de Carnaval ‘tá desguestosa.»
[Todes em voz alta:] «– Q’al comissão, catane?»
«Se sóbessem qu'o MácNàmára voltasse a tempe d’ir nos Bcicletas, ao balhe de másc’ras do Casine, ao San Brás e ao Carnaval, na vez do Alex, tinhem esc’lhidi-o pa Rê do Entrude – É à Mar-Alte! Bummmba! – É qu’táva previste só vir p’ás festas, a tempe da campanha!»


«Sabe-se de fonte segura – foi arranjada a s’mana passada com cimente, cal e arêa do p’nhal, mas a áuga ainda na foi aberta! – qu’era esse o deseje e a primêra escolha das entidades da rua d’Avenida pó rêzinhe!»

 

«E agora, só pa terminar as netiças do Carnaval, segunde... e tercêres, a mesma fontinha, segura mas s’quinha, o telesférico foi o transporte esc’lhide pús Rês do Entrude deste ane!»


«Texte escrite ao abrigue do acorde urtográfique entre a Praia, o Sít e a Padarnêra.»

p.s. Se não conseguiu decifrar algumas das palavras utilizadas no texto acima escrito, por favor, faça o download do respectivo dicionário online para o seu browser. Obrigado.


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gargolado por westnelson, em 30.01.13 às 14:47 link do gargol | favorito

Avisam-se todos os senhores automobilistas que a estrada para o farol encontra-se congestionada. Aconselham-se a deixarem as suas viaturas no parque de estacionamento junto ao campo de futebol da Nazaré, nos parques do Sítio ou a apanhar os transportes públicos, nomeadamente o Comboio Turístico da ACISN ou a Urbana que, de hora a hora, “dropa” aquela espécie de estrada até ao farol, para que possam ver com todo o conforto e despreocupação o grande GMAC apanhar as maiores ondas do mundo.

 

Se forem pelo lado do Parque Atlântico aproveitem para ver as “ruínas do CAR Surf” recentemente construídas, isto, enquanto não o enlatam à imagem de outras conservas seculares. De notar que, para isso, terão de levar uma moedinha de 1€ para o bilhete da entrada que, dará direito, também, ao acesso à exposição sobre as ondas da Praia do Norte, o Forno D'Orca e, fauna e flora circundantes.

Devem deixar aí as viaturas caso desçam até à Praia do Norte para ver o aparato aquático ou então façam-se acompanhar de um todo-o-terreno, cavalo, burro, bicicleta TT ou às costas de algum otário para ver se não ficam a meio do caminho a empachar quem aí se desloque.

 

Informa-se ainda que, o estacionamento junto do farol encontra-se condicionado, portanto, à pinha e neste momento já o grande arrais nazareno fez aprovar “sozinho por unanimidade em tempo recorde” a implantação de parquímetros – adquiridos em quinta mão por ajuste directo para pagar ao fornecedor daqui a 2500 dias –, para angariação de verbas para o projecto North Canyon. Esta decisão foi ratificada em assembleia municipal extraordinária marcada com carácter de urgência e com tema único em discussão, com os votos a favor da bancada da maioria mais o voto do presidente da junta de Famalicão e com os votos contra da bancada do PS, CDU e BE – tudo na mesma manhã! Sabe-se ainda que, enquanto a multidão está entretida a ver o aparato na água, a mão-de-obra disponível nos vários serviços da CMN, incluindo a Nazaré Qualifica, está neste momento a instalar um parquímetro por viatura estacionada no local. A PSP já fez deslocar para o local um batalhão de escriturários fardados de bloco em punho para começar de imediato a passar as respectivas coimas por falta de pagamento do estacionamento. Fiquem os senhores automobilistas descansados que, estes agentes vão munidos de maquinaria própria para que possam cumprir a lei das finanças e entregar aos que pagarem no local as multas de estacionamento uma factura válida para incluir no IRS.

 

Já estava tudo estudado, afirma o responsável da autarquia pelo trânsito, placas, sinalética, alvarás e afins. Numa primeira fase ganha o estado com as coimas, numa segunda fase, mas imediata, ganha a NQ com o pagamento do estacionamento via moedinha, numa terceira fase, está garantido, as ruínas do CAR Surf serão concluídas com essas verbas adquiridas e, ainda, numa quarta fase, o Farol levará uma intervenção de restauro – se o dinheiro já não chegar para muito faz-se um reboco digno de um Pedreiro de 1ª com direito a dois trolhas para ajudar nas fachadas que necessitarem de intervenção.

Assim o Windguru nos ajude! Viva o grande GMAC!


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gargolado por westnelson, em 26.01.13 às 03:26 link do gargol | favorito

O blog Gargol e o Vai Ó Mar Tonhe não têm a pretensão de ter uma marcha de Carnaval, contudo, se a tivessem essa seria na certeza alguma coisa com o sentido que esta espécie de letra pretende transmitir.



“Em 2013 sai tode tese!”

Gargol / Vai Ó Mar Tonhe!

 

 

Na’é d’agora na’senhora

Pà história vai entrar

Qu’até o querem eternizar

Numa estátua à ‘nha porta

P’ra mais tarde [me lembrar] [recordar]

 

2013 sai tode tese

Ao mar vai s’atirar

Numa onda de mar perdida

Daquela velha barca

De esguelha, toda partida

 

Vem a onda, vem a onda

Num mar malvado, à Pinoca

Perigoso quanto baste

P’ra dar nome à terra

E fama a quem se encoste

 

A barca velha vai de esguelha

Mete água em desmasia

Na’navega, adorna, s’lavanca

E o arrais grita ao povo

Num murmúrio obstinado

p’ra reparar

privatizar, vender e dar!


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gargolado por westnelson, em 24.01.13 às 22:19 link do gargol | favorito

E se o prometido parque subterrâneo da Marginal norte na Nazaré estivesse construído e em pleno funcionamento, como teria sido no Sábado passado?

 

Provavelmente teríamos agora uma praia ou uma piscina subterrânea na marginal, o que não deixava de ser uma atracção turística, com a característica de ter umas quantas viaturas anfíbias a passear por lá. Mas pronto, para o bem e para o mal, ainda bem que em muitos casos, promessas leva-as o vento, se não estaríamos agora a lamentar outra coisa qualquer...


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gargolado por westnelson, em 23.01.13 às 23:53 link do gargol | favorito

Informam-se todos os residentes na Nazaré que está a pagamento o IRS sobre a pedra do Guilhim até ao fim do Carnaval naquilo que é o seguimento da deliberação imposta pelo governo com o apoio do executivo camarário com os votos a favor do Senhor Presidente por unanimidade.

 

A receita apurada, estimada em cerca de 25% do buraco financeiro do amarelo da Rua d’Avenida – e dito assim até parece nome de um eléctrico das Lisboas – é para tapá-lo a toque de caixa, à pazada e à recoveirada  havia de ser! Serve o mesmo, ainda, naquilo que for o remanescente da aplicação no buraquinho, para “engraxar” a companhia de bebidas alcoólicas, da qual faz parte o famoso whisky “JB 20 anos”, a instalar-se na ALE (Área de localização empresarial) do Valado dos Frades na Nazaré, obra já concluída tendo em conta as contas aos dias de execução que vêm no site da autarquia.

 

IRS, Pedra do Guilhim, Quarta-feira de cinzas… pois... não se esqueçam!

 


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gargolado por westnelson, em 23.01.13 às 00:36 link do gargol | favorito

Agora que o temporal elevado a “zagania” com uma “gola d’áuga pú pescoce” anda na boca de toda agente aqui na Nazaré e nos perfis de muitos daqueles que sigo nestas plataformas de comunicação – Blogs, YouTube, facebbok e twitter – importa saber se é a empresa municipal Nazaré Qualifica que vai gerir, daqui para a frente os temporais na Nazaré(?), ou se apenas se trata (já) de lições de corte e costura “à mó do ilusionista". É que, se não é, parece, até porque isto parece mesmo um circo pegado – na ausência de uma verdadeira protecção civil, temos aulas práticas de ilusionismo.

 

Uma palavra de apreço para os BVN e restantes autoridades públicas e marítimas que muito têm trabalhado para levar o quanto antes à normalidade o quotidiano da cidade vila. Outra palavra para aqueles que, de alguma forma, através de fotografias, vídeos e até cartoons, têm partilhado informação diversa e preciosa com todos sobre esta terrível zagania como não há memória, segundo os mais velhos.

Dentro desta generalidade atrás referida, mencionados duma forma geral, um se destaca por ser o único, contudo, irrepreensivelmente num excelente registo… conhecem os Carapaus Enjoados?! Não? Nem sabem o que andam a perder!

Temos, ainda, de dar os parabéns e o devido destaque ao trabalho desenvolvido pelo Quim Zé Batalha na manhã da zagania com as imagens recolhidas em difíceis condições... e a NazareTV, conhecem? Algumas delas foram destaque nos noticiários da SIC. Foi o mais perto que tivemos de deixar cair de vez um dos termos mais queridos da nossa “nazarenidade”, o "mar à Pinoca", e substitui-lo por, qualquer coisa como, mar à Batalha, ou, Batalha Naval, ou ainda, o farol ‘tá pindurade, e ainda, a Batalha do farol norte, enfim o que pegasse – felizmente não foi preciso e lá continuamos com o nosso querido “mar à Pinoca” – foi um bom e oportuno registo de Antti Sarkilahti.

Outro que dispensa apresentações é o Vítor Estrelinha, fotografo da terra com os seus excelentes registos, muitos deles a servirem de wallpapers em muitos dos computadores dos internautas que por aqui, neste momento, andam a interagir. Peço desculpa aos outros que fizeram, também eles, excelentes trabalhos ao nível do registo de imagem (em representação de todos - está excelente), cuja partilha foi feita no facebook, mas, como devem calcular, se fosse dar o devido destaque aqui a todos eles nunca mais acabava este post que já se alonga para lá das marcas.

 

Foi um dia, também ele atípico. Desde 28 de Maio de 2011 que não tínhamos nada para chatear verdadeiramente a carteira, principalmente, aos nossos comerciantes, tirando os mesmos chatos do costume, claro.


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gargolado por westnelson, em 20.01.13 às 23:57 link do gargol | favorito

Não sendo o objecto principal do vídeo da NazareTV emitido pela SIC, esse será muito mais grave e preocupante, ou seja, os próprios estragos provocados pelo mau tempo, importa denunciar - ou não - a reiterada calinada que os grandes mass media nacionais, e não só, nos vão oferecendo sempre que falam na Nazaré. Irra... de uma vez por todas (acho que não, mas pronto), a Nazaré não é cidade, antes, é uma vila.

Aqui não está em causa as qualidades da vila, até porque como em tudo o que é nosso e onde o conhecimento é maior - às vezes nem por isso - há sempre uma relação de amor/ódio, até porque conhecemos, ou julgamos conhecer, os prós e os contras, o positivo e o negativo. Enfim, contas de outro rosário para o Tonhe Tábuas ir analisando à medida que as coisas se forem desenrolando aqui no Gargol e no facebook.


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gargolado por westnelson, em 16.01.13 às 04:31 link do gargol | favorito

Relatório do FMI traduzido para Português by


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gargolado por westnelson, em 12.01.13 às 19:16 link do gargol | favorito

Não se pode permitir à custa do subterfúgio da criação de alguns postos de trabalho e outros argumentos, válidos ou não – não é isso que está em causa –, aprovar sem olhar a meios alguns empreendimentos – que têm o seu mérito e até lhes devemos tirar o chapéu por arriscar avultadas somas em tempo de crise profunda – cujo investimento é feito de modo menos claro, não pela actuação de quem investe, essa é no sentido de criar riqueza, trabalho, por tanto, mais valia para o concelho, mas pela actuação da própria entidade que devia fiscalizar toda a legalidade do processo tornando-o limpo e inatacável do ponto de vista da sua integração, não ultrapassando aquilo que está estabelecido na REN (carta da Reserva Ecológica Nacional – que ainda não foi aprovada por conveniência do actual executivo e assim continuar na ilegalidade e a tudo permitir), no PROT (Plano Regional do Ordenamento do Território), no PDM (Plano Director Municipal – que ainda não foi revisto no sentido de absorver o PROT e outras alterações há muito exigidas), o POOC (Plano do Ordenamento da Orla Costeira) e observado pela CCDR (Comissão Coordenadora para o Desenvolvimento Regional), no meio que o acolhe para que o próprio investimento não corra riscos futuros, para que ninguém sem excepção aponte a esses investimentos o que quer que seja e não os coloque em causa juntamente com os postos de trabalho. Por tudo isto, a ilegalidade passa a estar nas mãos da entidade tão zelosa do cumprimento do estabelecido nas leis para com os pequenos empresários, e comerciantes, em geral para com os pequenos investidores – onde estão a maioria dos postos de trabalho do concelho – a quem são passadas coimas no cumprimento das normas estabelecidas por pequenos deslizes que, muitas das vezes, em nada afecta a vida seja de quem for, mas que na maioria dos casos transtorna a vida desses empresários colocando muitas vezes em causa o próprio negócio e postos de trabalho inerentes. Sejamos zelosos então para com todos por igual, ou então, aqui já noutra esfera que não a local – mas sim regional e central –, acabe-se com tanta entidade reguladora, porventura, em excesso e cuja burocracia atrapalha em muito o desenvolvimento e que na maioria das vezes se atropelam umas às outras, tudo em nome do ambiente, do espaço a ocupar, disto e daquilo. Não pode valer tudo, nem para o bem nem para o mal – Haja bom senso, portanto. O engraçado no meio disto tudo é que ainda hajam municípios que agem fora da lei em muitas destas situações sem que nenhuma autoridade reguladora lhes consiga aplicar uma pena exemplar. É pena!

Texto original


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gargolado por westnelson, em 10.01.13 às 00:40 link do gargol | favorito

Agora que decorre o último ano em que o actual arrais está aos comandos da velha barca que vai metendo água por todos os lados, convocamos os nossos amigos a completarem as frases como se vestissem a sua pele durante esta última viagem. Pelo menos nós pensamos que seja a última, mas, nunca se sabe!

As peças do xadrez lá se vão dispondo para a batalha, podendo trazer, ainda, muitas novidades e algumas jogadas menos esperadas.
Assim, e nos entretantos, convidamo-lo... sim você aí desse lado, que agora está a ler estas palavras, a completar as 3 frases como se estivesse agarrado ao leme desta barca meio afundada.



1.Este meu último ano à frente da autarquia...

1.1. Vai superar as expectativas.
1.2. Já não posso ver a câmara à frente.
1.3. É demasiada areia para a minha camioneta.
1.4. Vai ser um sucesso à vista de todos.
1.5. Meu Deus, ainda falta tanto!?
1.6. Estou metido numa camisa de 11 varas!
1.7. Vou aferir a minha qualidade de vendedor ambulante, acho mesmo que tenho o futuro assegurado - Tirei um curso de feirante, como tal, vou treinar vendendo as águas, os lixos, estacionamentos, e, quiçá, a própria CM – vou vender também a gestão do parque subterrâneo da marginal!



2. (N)A minha gestão...

2.1. Está pejada de más decisões.
2.2. Cometi erros, mas já os reparei.
2.3. Tem sido perfeita, sou uma espécie de Mourinho das autarquias.
2.4. Se fosse a exame dava para dispensar à oral.
2.5. É boa porque tem deixado a oposição fula.
2.6. Fui um artista, um verdadeiro mágico - consegui transformar a oposição, e tornar as minhas obras invisíveis.



3. O Teleférico entre a Praia e a Pederneira...

3.1. Vai ficar pronto a tempo da 4ª edição do Zon North Canyon!
3.2. Começa a ser construído após a colocação dos taipais e contentores por alturas da campanha eleitoral!
3.3. É essencial para o transporte dos utentes para o hospital Israelita!
3.4. Começa a ser construído depois da autarquia adquirir os direitos do espaço aéreo da zona com as verbas que havemos de receber do PAEL.
3.5. Uma vez que o site da autarquia o dá como “em construção” não sei como ainda duvidam disso mesmo!
3.6. Essencial para a criação de 13.000 novos postos de trabalho, e para aqueles que vão ser despedidos das empresas municipais!


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gargolado por westnelson, em 08.01.13 às 03:03 link do gargol | favorito

“Nós [o “Pedro” do facebook e o primeiro-ministro] não somos duas pessoas, eu sou primeiro-ministro e também cidadão.” Pedro Passos Coelho
Primeiro-ministro

Ao tentar explicar-se com esta frase, ainda tendo como pano de fundo a postagem que fez por alturas da quadra festiva do Natal na sua página pessoal do facebook, o primeiro-ministro ao dizer “Nós” logo está a contradizer-se – “Nós” é plural e indica duas ou mais pessoas. Ele devia ter começado a mesma frase com um “Eu”, e depois o resto no singular, “não sou duas pessoas, eu sou o primeiro-ministro e também cidadão.”
O homem anda desnorteado, dizem por aí à boca grande, e, eu acredito que sim. Diz-se mesmo que anda a reboque do que, o bem aceite na Europa - ou não fosse "o infiltrado" da troika -, Vítor Gaspar faz e diz. Deve ser por aí que, inconscientemente, ele deve ter dito “Nós”. Afinal sempre há outro dentro da sua obstinada cabeçorra.


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gargolado por westnelson, em 05.01.13 às 01:14 link do gargol | favorito

Devem estar a bricar com o pessoal! É que se não fosse para chorar até era capaz de rir - o que faz a (pré)campanha eleitoral, valha-me Santa Maria da Agrela - Empresa Municipal Nazaré Qualifica apresenta resultados positivos nos últimos cinco anos. Sim senhor! (Até parece que ouvi este "sim senhor!" a um Camarada da Comapnha do "Vai Ó Mar Tonhe!" na 1ª Série de programas. Foi um déjà vu.)

Mas, a parte da notícia que mais resalta à vista, até porque está-se mesmo a ver o porquê, basta visitar o local, é esta:

«Mantendo a aposta na continuidade do trabalho desenvolvido em 2012, o plano de atividades define como objetivos de ação a promoção do desenvolvimento económico, dando continuidade à implementação do parque empresarial de Valado dos Frades.»

Então, mas a obra não era para ter decorrido em 352 dias? Isto faz-me lebrar "aquele site", ou seja, o mesmo site onde o teleférico, à imagem da ALE, também, é dado como sendo uma obra em construção - Onde é que já vão os 270 dias para execusão da obra?! Só se são as obras de Santa Ingrácia? É Obra, à oh!


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gargolado por westnelson, em 03.01.13 às 02:35 link do gargol | favorito

Mote para o Carnaval da Nazaré 2013: "Ai q'inganes cmò Tó-Tó"


Conhecido por Tó-Tó. o António Traquinhas Garcia, certa vez, depois de ter sido aceite para trabalhar num barco, adoeceu. Esteve uns dias de cama, na casa onde morava (Rua Nova da Areia, 21), mas, quando recuperou, o dono do barco já não lhe quis dar trabalho. Desolado, o Tó-Tó queixou-se pelas ruas da praia em como tinha sido enganado. Ai t'indanes! foi a frase que ele repetiu várias vezes durante as queixas. Se ele não tem tido dificuldades em pronunciar certas palavras , ele teria dito antes Ai que enganos! Mas, claro, foi precisamente o humor que há na expressão Ai t'indanes! que não escapou aos ouvidos do povo.
Usa-se a frase Ai q'inganes cmò tó tó para indicar que alguém voltou ou vai voltar atrás na palavra.
O Tó-Tó faleceu na Nazaré, no dia 5 de Fevereiro de 1935.
(in Expressões da Nazaré de Armando Sales Macatrão, 2ª edição, pág. 79)

 

Não sei quem foi o iluminado que escolheu esta expressão como mote para o Carnaval da Nazaré 2013, mas, uma coisa é certa: A expressão cai que nem ginjas no último ano do mandato do arrais da barca velha que, lá vai navegando de esguelha e, a meter água por todos os lados. Afinal, andamos há pelo menos uma dúzia de anos, para não dizer há vinte, à espera da concretização das promessas - renovadas a cada 4 anos - para a nossa Nazaré, o dinheiro foi-se - para onde, não se sabe ao certo - e a obra vimo-la por um canudo! É caso para dizermos uma outra expressão tão querida à nossa "Nazarenidade": É obra! (pág.183 do mesmo livro)





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