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gargolado por westnelson, em 31.10.10 às 01:44 link do gargol | favorito

Nazaré contra a guerra contra a NatoRealizou-se no Sábado, no Salão Mar-Alto, na Nazaré, a sessão Nazaré Contra a Guerra, Contra a Nato. A participação de cerca de 25 pessoas assegura que não será a última iniciativa Anti-Guerra a acontecer neste concelho.

A intervenção de Helena Carvalho apela a uma noção de Ética, que, concluiu-se, é contrária à acção da NATO nos territórios onde faz a sua actividade, como no Afeganistão. Já as intervenções de Alexandre Isaac e Miguel Cardina focaram a história desta instituição militar e concretizaram sobre o novo Conceito Estratégico que será aprovado na Cimeira da NATO em Lisboa - como a capacidade de actuar em casos de explosão demográfica. Rosa Soares e Telma Ferreira dirigiram as suas preocupações para a explicitação do que é uma ferramenta capitalista que promove a desigualdade e a aniquilação de povos com o objectivo do lucro e da Guerra Infinita como fonte desse lucro.

A Sessão, considerada um sucesso, pretendia alertar e discutir a problemática da Guerra, já que Portugal participa activamente em várias Guerras, em nosso nome, apesar de nunca a Democracia Portuguesa se ter pronunciado sobre a manutenção de Portugal na Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Nazare contra a guerra contra a nato Nazaré contra a guerra contra a nato

Pequena Nota: Agradecimento à Digital Impulse pelo belíssimo cartaz. Agradecendo à Direcção do Mar-Alto por ter cedido a sala, "desagradecemos" também a quem o não fez... Nomeadamente à Câmara Municipal da Nazaré que, através do seu Presidente, recusou ceder o Auditório da Biblioteca Municipal. Esta recusa, cedido que foi para outras iniciativas, estando disponível e em horário de funcionamento, é completamente injustificável e discriminatório. Esta atitude demonstra a incapacidade deste executivo em conviver com outras opiniões e posições políticas. Demonstra também a apropriação que é feita de bens públicos (como este equipamento) geridos como quintal privado. Também a Confraria de N. S. da Nazaré recusou ceder o Teatro Chaby Pinheiro por uma eventual incapacidade em reabrir o espaço depois de, alegadamente, uma inspecção da DGAC ter encerrado o edifício por motivos de segurança. É preocupante que uma sala de Teatro centenária como aquela esteja fechada e se torne inútil num concelho onde a cultura escasseia.

Pela Organização,
Nazaré Contra a Guerra / Contra a NATO
Fábio Salgado

 

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Como um assistente atento ao que se passou na tarde de Sábado no Mar-Alto, constatei que a população Nazarena normalmente é acomodada e não quer ou não liga a iniciativas deste género, mesmo que divulgada na rádio em diversos sites, blogues, redes sociais e imprensa. O Fábio diz que estiveram cerca de 25 pessoas, eu com boa vontade digo que esteve um número abaixo das 20, talvez umas 15 pessoas. Agora se fosse uma matiné com marchas de Carnaval...! E não é que o Hugo Pilo estava lá, só faltava o resto da banda do Dr. Balhar!

 



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gargolado por westnelson, em 26.10.10 às 02:01 link do gargol | favorito

Vai Ó Mar Tonhe!

Não foi por acaso que os temas escolhidos para a edição experimental (24.Out.10) do "Vai Ó Mar Tonhe!", um programa de debate de opinião aos Domingos das 19h às 20h na Rádio Nazaré, foram "aqueles". Aos três elementos do painel - José Monteiro, Carlos Filipe e André Chicharro -, e apresentador do programa - Nelson Almeida -, cabe a escolha, um tema a cada um.

[mais+]

Se a variante à EN242 e suas rotundas, especialmente a rotunda do Rio Novo, é um tema actualíssimo na vida local Nazarena, já o plano de austeridade, domina a cena política nacional, ao qual juntamos a problemática da greve geral que por aí vem como uma locomotiva desgovernada que a todos vai afectar no seu quotidiano. Aliás, não mais que o próprio plano de austeridade!
A este tema ligou-se um outro que, directamente, está relacionado, tratando-se da despesa pública praticada pelas autarquias e pelo próprio governo, onde uma lei especial permite ajustes directos em vez da normal consulta pública às empresas.

Outro tema abordado no programa foi a questão da privacidade que o Google Street View veio colocar a todos os que foram apanhados pelos fotogramas captados nas ruas das mais variadas localidades e estradas. Mas não só. As matriculas dos automóveis (mais tarde desfocadas), as fachadas das habitações, as próprias pessoas nas mais variadas situações, que à passagem do veículo da Google ficaram registadas e disponíveis a partir de qualquer ligação à internet em qualquer parte do mundo.
Por acaso, na edição de Segunda-feira, 25, do jornal "i", mencionava nova notícia sobre este tema - "O organismo britânico que regula a privacidade reabriu o processo contra a Google, colocando esta empresa debaixo de fogo". E, por falar no "i", não é de todo descabido dizer que na secção Zoom// do mesmo os "Ajustes directos [são] aos milhões", tema este, também, abordado no "Vai Ó Mar Tonhe!" pelo painel que o compõe, como atrás foi frisado.
Em suma, apesar dos pequenos ajustes que teremos de fazer, tanto a nível técnico, como a outros níveis, podemos dizer que para uma edição experimental até correu muito bem.

  • Greve geral no contexto do plano de austeridade
  • Base Vs Austeridade
  • Contestação ao Google Street View
  • Variante à EN242 na Nazaré


Vai Ó Mar Tonhe Emissão experimental 24 de Outubro 2010 by radionazarefm


vaiomartonhe@nazarefm.com



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gargolado por westnelson, em 23.10.10 às 15:35 link do gargol | favorito

Portugal neste momento é um Teatro de Revista, mas à séria! Aliás, não é de agora, é-o há mais de trinta anos... ou já era antes disso... ou mesmo desde a implantação da república... ou a monarquia já o era!? Acho que era assim, pelo que a história diz, havia o Rei e aqueles que com ele conviviam e depois era a piolhada a aguentar os seus fedores todos. Um teatro autêntico. Um papelinho que dá vontade de rir... mas tanto que acabamos a chorar, mas por outras razões. Ainda hoje assim é!
Os direitos do povo, ganhos na luta pela liberdade e pelas causas sociais, que foram conquistando a custo depois do 25 de Abril estão a esfumar-se cada vez mais e cada vez mais depressa, conquistas essas que demoraram a ser conseguidas. Pelo menos demoraram trinta anos, e, mesmo assim, não se pode considerar que fosse algo de excepcional comparado com aquilo que outros [povos com outros governos] conseguiram noutros contextos. Há cada vez mais pobreza, cada vez mais desigualdades, e, mesmo assim, os nossos governantes não conseguem dar um exemplo cabal daquilo que são capazes, simplesmente porque não são mesmo capazes. Isso traduz aquilo que todos sabemos - não há espírito de missão, não são capazes de responder e de interpretar aquilo que J. F. Kennedy disse uma vez na América, aliás, um exemplo ainda hoje aplicado nas dificuldades de qualquer país [sabe do que se trata, que frase foi essa?]. Antes, trata-se de encher o bandulho até que a vindima acabe, porque sabem que está no fim, que outros para lá irão, provavelmente, fazer o mesmo. Não, não se trata de colocar tudo no mesmo cesto, apenas constatamos factos verificados ao longo desta ainda curta democracia. Refiro-me ao baralhar e voltar a dar, ao vira o disco e toca o mesmo, e, enquanto isso o povo é que tem de pagar a factura. Aumenta-se tudo, em todos os sectores da actividade económica, baixam-se os salários, perdem-se direitos e os nossos governantes nada fazem pela despesa do estado, na qual com toda a certeza levariam por tabela. Enquanto isso vão dizendo - "Venha a nós o nosso reino e a piolhada que se lixe!"


[A voz do povo e a luta pela liberdade...
1974 Em pleno ano de revolução sobe ao palco do Teatro Maria Victória a revista "Até Parece Mentira".
Henrique Santana, filho mais velho do grande "Mestre" Vasco Santana, interpreta então Zé Povinho, a mítica personagem de Rafael Bordalo Pinheiro, num texto fantástico e assustadoramente actual…
Poderia discursar horas a fio sobre como 36 anos depois a realidade que vivemos não se alterou assim tanto como seria de esperar. Não acredita? então ouça "O Baile Mandado" com atenção e tire as suas conclusões... Eu já tirei as minhas!

via http://sbemmelembro.blogspot.com/]






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gargolado por westnelson, em 05.10.10 às 03:22 link do gargol | favorito

Para resolver os problemas da Associação de Alojamento Particular da Nazaré, é dito, e bem, haver apenas uma solução, ainda que radical - Acabar com a mesma.
O Verão que passou instalou-se de vez a anarquia, já de si remanescente de Verões passados, só que desta vez com mais intensidade. Aliás, sempre foi assim. Daí não vir mal ao mundo se esta acabar. Porquê alimentar estruturas associativas que nada resolvem, pelo contrário - divide associados, divide estes dos não associados não os conseguindo cativar para a organização, e, sabe-se lá porquê! Acaba-se com isto e pronto. Baralha-se e volta-se a dar novamente, sem recurso a cursos nem cursinhos que nada acrescentam a quem é obrigado a frequentá-los - nunca ouviram o ditado popular que reza assim, "Burro velho não aprende"? -, sem protocolos e regras descabidas da realidade Nazarena. E, não é com afirmações, como aquela que fez o presidente da associação [na rádio Nazaré] já para não falar na do ano passado, que vai resolver, atenuar ou desculpar as atitudes das pessoas em plena "Rua D'Avenida" [Avenida Vieira Guimarães] - "lambada de três em pipa" -, dizendo que "a oferta é superior à procura o que faz com que apareçam incidentes, o que é normal nesta altura do ano e com estas condições...!"...! E desde quando é que um incidente é uma situação normal? Quando muito, estes incidentes, são uma anormalidade que esta associação ajudou a criar.
As pessoas certas, aproveitando o pouco do bom que a experiência foi municiando ao longo destes anos, seria um razoável ponto de partida para uma nova estrutura, melhorada, mais exigente e que se baseasse numa política de qualidade, sempre, mas sempre, com tudo muito bem fiscalizado e coerente com a realidade económica e exigências físicas à vila da Nazaré.
Já agora, acabem lá com as barraquinhas [quiosques] de aluguer de habitação particular que não aquecem nem arrefecem - Quase ninguém recorre a elas, não resultam, não tiraram as chambristas das ruas, estas não gostam, também, de alugar através delas e só servem para dar lugar a meia-dúzia de postos de trabalho(!?) durante aqueles dois meses do período Estival. Assim já não tinham de passar pelo jogo do empurra por causa das verbas subsidiadas, entre a CMN e esta associação, para cobrir os vencimentos de quem ali sofre ao calor, à saturação, e ao desânimo do passar das horas intermináveis dos dias do Verão sem nada para fazer.

texto manuscrito a 28 de Julho de 2010 e editado à data da publicação.





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