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gargolado por westnelson, em 15.04.14 às 23:34 link do gargol | | favorito

Por estes dias já não somos indivíduos com os nomes que nos deram  e que, apesar dos esforços, tentam distinguir-nos uns dos outros por essa via. Por estes dias, por mais que se tente o contrário, o que interessa mesmo são os números que representamos – em num€rário – e para o qual nos identificam com mais números. E, aquele que mais vai importando sobre todos os outros, inclusivamente sobre o número de utente, sobre o número da segurança social ou de identificação civil, é, sem sombra de dúvida o NIF – número de identificação fiscal: o corriqueiro, número de contribuinte.

Utopia, ou não, o dia pelo qual nos vamos voltar a tornar conhecidos aos olhos uns dos outros pelos nossos nomes, há-de estar algures escondido no horizonte longínquo de uma era vindoura numa sociedade utopicamente esperada.

 

 

"Deixámos de ser cidadãos, passámos a ser números. E o grave é que não nos importamos com isso".

Sanches Osório em entrevista ao jornal i 


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gargolado por westnelson, em 04.04.09 às 02:13 link do gargol | | favorito

Que dizer de um país que nomeia Domingos Névoa, para a presidência do conselho de administração da “Braval”, uma empresa pública intermunicipal que trata resíduos sólidos de seis concelhos do distrito de Braga. Até aqui tudo bem. O problema é que esse indivíduo foi condenado por corrupção. Será que a cegueira e ignorância bateu de vez na democracia Portuguesa ou é, simplesmente, pura estupidez?!

 

Que dizer de um país que depois de tanto alarido e polémicas absolve constantemente os vários envolvidos nos diversos processos referentes ao Apito Dourado. Nuno Pinto da Costa, o árbitro Augusto Duarte e o empresário António Araújo saíram em liberdade, absolvidos dos crimes de corrupção activa e passiva pelo tribunal de Vila Nova de Gaia no âmbito do “Caso do Envelope” do processo Apito Dourado. Será que o Ministério Público não consegue fazer prova do que é óbvio. Bem, parece que afinal não é assim tão óbvio!

 

Que dizer de um país em que casos como o “Freeport” ou “Casa Pia” estão num impasse ou em vias de prescreverem. Bem, o melhor mesmo é nem dizer nada se não ainda sou processado por falar nestas coisas, porque o mal feito por uns não é tão grave quanto o comentário feito por terceiros sobre esses males da sociedade podre e corrupta a que pacificamente assistimos, sem nada se poder fazer, enquanto os culpados são absolvidos sistematicamente por falta de provas, por falta de competência ou por razões que nos transcendem.

 





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