comentar
gargolado por westnelson, em 23.10.10 às 15:35 link do gargol | | favorito

Portugal neste momento é um Teatro de Revista, mas à séria! Aliás, não é de agora, é-o há mais de trinta anos... ou já era antes disso... ou mesmo desde a implantação da república... ou a monarquia já o era!? Acho que era assim, pelo que a história diz, havia o Rei e aqueles que com ele conviviam e depois era a piolhada a aguentar os seus fedores todos. Um teatro autêntico. Um papelinho que dá vontade de rir... mas tanto que acabamos a chorar, mas por outras razões. Ainda hoje assim é!
Os direitos do povo, ganhos na luta pela liberdade e pelas causas sociais, que foram conquistando a custo depois do 25 de Abril estão a esfumar-se cada vez mais e cada vez mais depressa, conquistas essas que demoraram a ser conseguidas. Pelo menos demoraram trinta anos, e, mesmo assim, não se pode considerar que fosse algo de excepcional comparado com aquilo que outros [povos com outros governos] conseguiram noutros contextos. Há cada vez mais pobreza, cada vez mais desigualdades, e, mesmo assim, os nossos governantes não conseguem dar um exemplo cabal daquilo que são capazes, simplesmente porque não são mesmo capazes. Isso traduz aquilo que todos sabemos - não há espírito de missão, não são capazes de responder e de interpretar aquilo que J. F. Kennedy disse uma vez na América, aliás, um exemplo ainda hoje aplicado nas dificuldades de qualquer país [sabe do que se trata, que frase foi essa?]. Antes, trata-se de encher o bandulho até que a vindima acabe, porque sabem que está no fim, que outros para lá irão, provavelmente, fazer o mesmo. Não, não se trata de colocar tudo no mesmo cesto, apenas constatamos factos verificados ao longo desta ainda curta democracia. Refiro-me ao baralhar e voltar a dar, ao vira o disco e toca o mesmo, e, enquanto isso o povo é que tem de pagar a factura. Aumenta-se tudo, em todos os sectores da actividade económica, baixam-se os salários, perdem-se direitos e os nossos governantes nada fazem pela despesa do estado, na qual com toda a certeza levariam por tabela. Enquanto isso vão dizendo - "Venha a nós o nosso reino e a piolhada que se lixe!"


[A voz do povo e a luta pela liberdade...
1974 Em pleno ano de revolução sobe ao palco do Teatro Maria Victória a revista "Até Parece Mentira".
Henrique Santana, filho mais velho do grande "Mestre" Vasco Santana, interpreta então Zé Povinho, a mítica personagem de Rafael Bordalo Pinheiro, num texto fantástico e assustadoramente actual…
Poderia discursar horas a fio sobre como 36 anos depois a realidade que vivemos não se alterou assim tanto como seria de esperar. Não acredita? então ouça "O Baile Mandado" com atenção e tire as suas conclusões... Eu já tirei as minhas!

via http://sbemmelembro.blogspot.com/]









Copyright Gargol 2013 | linhas mestras | gargol@sapo.pt

eXTReMe Tracker






Linhas mestras

gargol@sapo.pt
Outubro 2010
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22

24
25
27
28
29
30



pesquisar no Gargol
 
.
gargoladas antigas