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gargolado por hermeneuticamente, em 30.01.09 às 11:35 link do gargol | | favorito

cartoon - Luis Afonso

 

Na semana passada face a uma crescente mobilização contra as reformas preconizadas, o presidente francês Sarkozy afirmava que ouvia a contestação mas não a levava muito em conta.

Na terça-feira a dois dias da paralisação anunciada, o discurso mudou para "ouço as preocupações dos franceses e  levo-as em conta".

Ontem após uma greve geral que segundo a imprensa ficou àquem do esperado, Sarkozy anunciou que se irá reunir no prazo de um mês com os sindicatos do país.

O presidente francês tem tentado implementar reformas com maior ou menor sucesso, veja-se o recuo na reforma do ensino secundário e na liberalização do trabalho aos domingos. É pois o receio de um movimento nacional à imagem do que aconteceu em 1995 que faz Sarkozy refrear o ímpeto e num comunicado afirmar  perceber a preocupação legitima dos cidadãos.

Cá como lá, também o Engenheiro Sócrates marcha triunfalmente num apetite voraz de reformas com menor ou maior eficácia, veja-se o estudo encomendado pelo governo sobre a reforma do ensino básico.

A diferença substancial que existe nos dois países está no modo como se encaram os parceiros sociais. O primeiro ministro tem toda uma classe a colocar-se em bicos de pés contra uma reforma e permanece impávido e sereno.

Note-se que ainda ontem após a reunião entre Fenprof e Governo as posições continuam muito distantes de um consenso. 

A carreira docente está despedaçada, a formação está posta em causa, mas as estatísticas continuam a melhorar.

Felizmente para Sócrates 1789 foi um marco alí ao lado para os nossos amigos gauleses. Eles já perceberam faz tempo da mais valia da participação no processo democrático. Assim, por agora um movimento nacional de contestação parece uma impossibilidade, mas a crispação social vai em crescendo.

 





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