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gargolado por besax, em 09.11.09 às 18:21 link do gargol | | favorito

Confesso a minha estranheza em constatar a existência de associações que não existem.

 

De facto, a ausência de actividades públicas ou com notoriedade são a imagem de marca dessas associações cujo único sinal de vida, com a precisão de um relógio suíço, manifesta-se na ordem de trabalhos de uma qualquer reunião de câmara para aprovação do anual e reiterado subsídio.

São associações que só existem por carolice do seu presidente e de mais 3 ou 4 directores que compõem a também inexistente direcção. Os seus inexistentes associados não pagam quotas. Ou se pagam, não vêm correspondência por aquilo que pagam. Também não aparecem nas Assembleias-gerais nem sequer para contestar as contas da Associação de que tanto falam nos cafés.

O que me leva a perguntar: se os próprios associados não têm interesse na vida da Associação, qual será a finalidade dessa Associação? Deverá o Município zelar pela subsistência desta Associação “contra” a vontade tácita dos associados? Não, digo eu. Dir-me-ão “mas se o Município nada fizer, a Associação morre e extingue-se… e lá se vai mais uma ‘tradição’!” “Quem se queixa da extinção?” respondo eu, os “inexistentes associados?!”

O que será uma Associação sem existência? Caciquismo? Um lobby mais ou menos poderoso para poder ser usado como arma política? Um título para poder usar, tipo, “Eu é que sou o Presidente!”? Ou para cravar subsídios ao município?

 

Julgo que deve exigir-se mais rigor e transparência às relações entre Associações e Município.

O Município deve exigir um verdadeiro plano de actividades em que os subsídios serão atribuídos (ou não!) em função da dimensão e finalidade da associação, do orçamento próprio de cada associação (sim, por vezes têm receitas próprias!), e da execução das actividades a que se propôs desenvolver. Consequentemente, a não concretização de algumas das actividades leva ao corte proporcional da verba e a ausência total de actividades só pode levar ao corte total nos subsídios.

A Associação deve desenvolver iniciativas que aumentem a receita como forma de se autonomizar perante o Município. Só assim serão verdadeiras associações de direito privado sem ingerência do poder público.


AL a 10 de Novembro de 2009 às 03:15
Toda a gente está de acordo contigo. O pior é que quando se começa a chamar nomes aos bois "cai o Carmo e a Trindade".

AL

 

Blasted a 12 de Novembro de 2009 às 00:21
Quem tem razão é o outro " politica de verdade, olhos nos olhos".
Este post não tem qualquer credebilidade.
Cumprimentos.

rfr a 16 de Novembro de 2009 às 10:29
Bem "dezido"  pelo CF e bem "quementade" pelo AL.

CF a 16 de Novembro de 2009 às 12:03
Caro rfr, não me pronunciei ("dezi nada") sobre o tema. Deve existir algum equívoco da sua parte.

besax a 19 de Novembro de 2009 às 14:24
Claro que precisa de um pouco de sal para ficar "au point". Para que servem as Assembleias Municipais?




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