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gargolado por westnelson, em 27.01.09 às 04:24 link do gargol | | favorito

Pegando no que escreveu o João no blog Experiência Hermenêutica e na sondagem feita no Domingo passado durante o dia no portal Sapo, chegamos facilmente à conclusão que as pessoas não se sentem representadas naqueles que elegem. Isto acontece, porque normalmente a classe política se esquece daqueles que os colocaram no poder. Não quer dizer que seja linear, porque não o é. Há sempre excepções que confirmam a regra, e a regra é os autarcas eleitos comerem sempre bastante queijo! Por um lado até é bom que isto aconteça, mas, no individual, nas palmadinhas nas costas, no toma lá (o voto), dá cá (um favor); já no colectivo, não é assim, é uma questão mais complexa, isto porque, um autarca, ou os desígnios de uma assembleia eleita, nunca consegue “agradar a Gregos e a Troianos”. Afinal, trata-se da população num todo e é impossível satisfazer toda a gente.

Na sondagem do sapo onde quase 70% votaram no sim aos referendos municipais, nota-se a tal insatisfação das populações perante as escolhas e decisões dos nossos políticos. Na Nazaré, o clube do pensamento quer contribuir para que a sociedade nazarena reflicta e contribua de forma activa para os desígnios da terra e das suas gentes.

Se na primeira, os referendos seriam quase impossíveis, não só pelas questões da legalidade, mas também pela inviabilidade da logística necessária, na segunda já não é assim. Se um grupo independente e abrangente de pessoas reflectir e repensar as ideias para o contributo do colectivo, então, pode ser que os autarcas se lembrem da sua existência e tomem as decisões, também, com base nas opiniões directas do tal grupo abrangente da população, até porque um dos objectivos do clube é convidar os políticos, confrontando-os com promessas não cumpridas.

Mas será que vai ser mesmo assim, um clube abrangente e representativo da população local? Será que irão ser levados em conta pela classe política local no poder? É que, se isso não acontecer, das três uma: Ou o clube se transforma numa espécie de partido político (independente ou não); ou ficam a falar sem que ninguém lhes ligue pacóvio; ou, começa e acaba num instante sem que ninguém dê por nada. Espero sinceramente que nada disso aconteça e que o clube consiga levar água ao seu moinho, a farinha ao poder local, e a broa à população nazarena. É sempre salutar promover o debate numa sociedade onde o seu défice é claro. Mas de nada valerá se daí resultar algo que o poder local, por norma não utilize ou venha a utilizar.





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