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gargolado por westnelson, em 21.09.09 às 02:18 link do gargol | | favorito

As terceiras jornadas sobre o tema Património Cultural da Nazaré organizado por um grupo independente de cidadania e moderado por Pedro Gomes Barbosa, docente na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e por João Inês Vaz, professor na Universidade Católica de Viseu, onde esteve presente a maioria dos candidatos à CMN e alguns representantes mas também candidatos nas respectivas listas, a saber: António José Peixe (BE); João Delgado (CDU); António Trindade (PS); Jorge Barroso (PSD); Paulo Marques (CDS); tendo faltado o candidato ou alguém em sua representação do Movimento Obviamente Nazaré; decorreu sob o signo de, e mais não foi que, uma conversa de [quase] surdos. Tudo porque numa sala de um famoso restaurante Nazareno, não estavam mais de cinquenta pessoas, tendo sensivelmente decrescido para quarenta a meio da sessão e terminado com, não mais de, trinta e cinco pessoas. Dessas cinquenta pessoas interessadas e já a contar com os intervenientes directos no debate e com os dois moderadores, quase um terço era de fora da Nazaré (não votantes) e os outros quase dois terços, praticamente, todos tinham o seu voto definido, ou seja, eram apoiantes efectivos de determinada força política ou fazem parte das listas elaboradas para sufrágio no próximo dia 11 de Outubro. Desta estatística, feita de modo empírico mas consciente, posso dizer que podíamos excluir meia-dúzia de pessoas das quais não se sabe ao certo quem apoiam. Era essa meia-dúzia de eleitores que os candidatos teriam de mostrar algo e convencer, embora não sendo esse o principal objecto do debate (?). Os outros há muito que estão convencidos na vitória que os levarão ao poder autárquico, assembleia municipal e juntas de freguesia. Notou-se ainda que há uma falta de sensibilidade tremenda por parte daqueles que deveriam ter lotado a sala do restaurante e que não apareceram. Só praticamente os cabeças de lista à CMN e lugares imediatos apareceram, tirando um ou outro candidato à Assembleia Municipal... uma vergonha. Dá ideia que as listas são feitas para encher e serem aceites pelo tribunal, nada mais. Então onde estavam aqueles nomes todos que vêm nas listas apresentadas pelas candidaturas às diversas assembleias para o concelho da Nazaré; ficaram em casa a fazer campanha eleitoral para a família mais chegada, não foi? Pois, eu já tinha percebido que era isso. E foi isso que aconteceu também no debate da semana passada no auditório da Biblioteca Municipal, embora se tenha verificado menos a situação descrita. É uma pena que assim seja. Tenho pena pelas juntas do concelho, tenho pena pela assembleia municipal… tenho pena pela Nazaré. Se fosse uma reunião para eleger os Reis de Carnaval tenho impressão que tínhamos lá a “praia” (também o “Site” e a “Padarnera”) em peso.

Mais uma vez se discutiu muito as ideias, que as há, e isso não podemos negar, mas, em relação à maioria delas pagava para ver a sua exequibilidade. Era bom sim senhor que os políticos da terra conseguissem levar avante todas aquelas ideias, pelo menos aquelas em que não houvesse contradição, e neste aspecto foram muitas as propostas que se opunham, dependendo do quadrante político que as apresentava. Há ideias que se podem aproveitar e conjugar independentemente da força que as apresenta. Já outras, e dependendo do tema em observação, contradiziam-se claramente, mesmo dentro de um partido e até do ponto de vista político – Incrível!

Na última hora de debate, já com os participantes e observadores a poderem entrar em diálogo directo, as coisas aqueceram, com os candidatos a fazerem mais campanha que a responderem às perguntas. Uma intervenção levou mesmo a sala a levantar fervura roçando a má educação por parte de um individuo que nem sequer lá deveria ter colocado os pés, quanto mais ter tido a oportunidade de falar. Quando se ataca alguém, há que fazê-lo com elevação e depois saber ouvir também a defesa de quem se atacou de uma forma descabida e não sair da sala gesticulando e falando aquilo que não devia nem podia. Não daquela forma. Foi a nota zero do debate já que outras notas negativas foram atribuídas, nomeadamente para aqueles que, devendo, não apareceram em apoio dos seus principais candidatos, e também eles candidatos sem sentido social e até cultural, já que de cultura (patrimonial) se tratava.

 





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