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gargolado por westnelson, em 25.08.09 às 01:08 link do gargol | | favorito

Bem sabemos que o vira-casaquismo não é bem aceite porque representa uma falha moral e ética, não tanto uma alteração política-ideológica, uma vez que falamos de política local. Vem isto a propósito das políticas desenvolvidas pelos partidos a nível municipal [onde a ideologia não tem um cabimento lógico tão acentuado] que nada têm a ver com as ideologias seguidas pelas forças políticas a nível nacional, mesmo assim, nem sempre seguidas no rigor dos seus estatutos ideológicos. Então, como pedir a um agente da política local para seguir uma determinada ideologia se são os líderes nacionais os primeiros a “falhar” a este nível... e bem. As ideologias rígidas e cegas prendem-se com o passado arcaico dos movimentos que lhes deram origem.

Nos tempos que vão correndo, não faz sentido, seguir-se uma ideologia cegamente. O mundo [ainda] está a democratizar-se e a globalizar-se, quer se queira ou não, e cada vez mais, cada caso é um caso, cada problema terá uma solução que, independentemente da ideologia da força política da qual os representantes eleitos, terão de achar. Impera a sensatez e o melhor em função dos problemas de cada caso, cada nação, de cada comunidade local. Nos extremos políticos encontramos [algumas] forças que dificilmente acompanharão esta evolução natural das políticas modernas – o abandono da cegueira ideológica, ou seja, as linhas limitativas dos pensamentos, alargaram deixando de ser estreitas e paralelas, agora bastante mais afastadas ou obtendo uma forma cónico-expansiva. Por isso, fala-se tanto, e cada vez mais, naqueles que sendo mais moderados ao centro, pouco se destinguem, mudando o comportamento, apenas, em função da posição ocupada na altura, se governo, se oposição, o que por outro lado os torna muitas vezes incoerentes nas decisões tomadas a partir desse ponto de vista. [link]

Apesar de haver poucos exemplos de carreiras políticas transversais à nossa montra eleitoral, curiosamente, o vira-casaquismo não evolui (ou raramente evolui) entre as duas forças centrais, sendo mais notória a evolução entre uma destas e um extremo ou vice-versa. Na política municipal passa-se a mesma coisa e nada tem a ver com políticas, antes, com questões ambíguas, exteriores a causas ou problemas, pelo que o eleitorado nunca gostou dos desvios morais e éticos daqueles que viram a casaca em função do tacho, apesar da quase inexistência ideológica na política municipal. Por outro lado, quem concorre as umas eleições, numa primeira fase como independente, pode, a seu belo prazer, andar de um lado para o outro sem que lhe seja conotada a falta de moral ou ética por falta de enquadramento político. Mas atenção, o bilhete só dá para uma viagem, mesmo que se continue a apregoar a independência, numa segunda fase, já conotado com um partido, característica curiosa da camuflagem política municipal.

 


catespero a 26 de Agosto de 2009 às 00:39
A propósito do artigo do  VOTO EM BRANCO

Não concordo mesm nada com o voto em branco. Prefiro muito mais que o voto fosse encarnado, pois muitas vezes apetecia-me dar o cartão vermelho aos pseudo-candidatos. Quase todos quando se apanham no "poleiro" são todos iguais. Nesta perspectiva o voto branco parece-me muito angélico e dos fracos, daqueles que não se sabem assumir na vida e por delegarem as responsabilidades nos outros mais parecem "umas marias que vão com as outras se não cantarem bailam".


Usei a expressão "marias" com todo o respeito que tenho por elas.





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